
O armamento chamou atenção após algumas unidades caírem nas mãos de forças russas, que divulgaram imagens do material no canal Budni Sapera, no Telegram.
O sistema SOHG se destaca por seu conceito modular, permitindo variar a potência da carga explosiva conforme a necessidade operacional. A proposta da Nammo é oferecer uma granada ofensiva escalável, que pode ser utilizada de forma individual ou combinada com outros módulos para formar uma carga alongada e mais poderosa.
De acordo com as informações divulgadas, vários desses módulos podem ser conectados entre si em uma única granada. Embora o projeto tecnicamente permita a montagem de mais unidades, o fabricante recomenda a combinação de até três módulos, o que amplia a flexibilidade tática em diferentes cenários de combate.
A Nammo utiliza diferentes tipos de explosivos no enchimento das granadas SOHG. Em uma das configurações, a carga conta com 115 gramas de TNT. Em outra, o explosivo pode ser Composition B ou PBXN-110, ambos à base de hexógeno, elevando a carga para 130 gramas.
Cada módulo SOHG tem cerca de 90 mm de altura, 53 mm de diâmetro e peso total de 140 gramas. O sistema utiliza um espoleta padrão compatível com todas as granadas desenvolvidas pela Nammo, simplificando o emprego em campo.
O acionamento é feito por meio de um anel tradicional, e o tempo entre a ativação do percussor e a detonação é de aproximadamente 3,5 segundos. A chama é transmitida internamente pelos canais dos invólucros, permitindo que um único fusível ative várias cargas explosivas conectadas.
Antes da chegada das granadas SOHG, o exército ucraniano já havia recebido granadas de fragmentação finlandesas do modelo m/50. A incorporação do novo sistema norueguês amplia o leque de munições disponíveis para as forças ucranianas, especialmente em operações que exigem maior adaptação da carga explosiva.
Fonte e imagens: Telegram @budnisapera







